Prefeitura cumpre promessa e retira ambulantes da região do HC
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2000
Por Valéria Rossi 
São Paulo, 23 (AE) - A Prefeitura cumpriu a promessa e retirou todas as barracas de ambulantes das proximidades do Hospital das Clínicas, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, durante a madrugada de ontem. O trabalho envolveu 65 homens da Guarda Civil Metropolitana e 25 fiscais da Administração Regional de Pinheiros. Ao todo, foram recolhidas 41 barracas metálicas.
Temendo um possível confronto, alguns camelôs retiraram suas barracas e os carrinhos por conta própria, antes mesmo da chegada dos guardas. Hoje pela manhã, o local parecia deserto, sem a presença dos cerca de 200 camelôs. Conforme o presidente da Associação dos Comerciantes e Prestares de Serviço em Postos Fixos e Logradouros Públicos de São Paulo (Acomesp), Francisco Marcos da Silva, alguns ambulantes tentaram resistir ficando dentro de suas barracas. "Mas não havia como brigar; eles foram retirados à força pelos guardas".
Silva disse que amanhã (24) os proprietários das 41 barracas - que teriam licenças obtidas em outras gestões para atuarem no local - vão reunir-se na sede da associação. O objetivo é definir um plano para recolocar as barracas nas ruas. A remoção dos ambulantes havia sido comunicada na semana passada. Silva protocolou pedido no Ministério Público para tentar suspender a medida da Prefeitura.
A professora Angélica Figueira Santos, de 34 anos, que passava pelo local, disse que estava acostumada com os ambulantes. "Fiquei triste com a saída deles, são trabalhadores como nós". A Prefeitura alega que a retirada das barracas deve-se a reclamações de falta de higiene e obstrução do tráfego. Operação - O coronel Wagner Kourrouski, da GCM, negou que houvesse qualquer confronto durante a operação. "Não havia ninguém nas barracas". As 41 bancas foram encaminhadas para a AR-Pinheiros - onde devem ficar à disposição dos proprietários.
Os ambulantes do Parque do Ibirapuera, na zona sul, também estão na "mira" da Prefeitura e têm até o dia 28 de março para saírem do local. Hoje, a presidente da Associação dos Ambulantes do Parque, Antônia Cilei Souza da Silva, iria pedir o apoio do Ministério Público para suspender a medida.


