Prefeitura conhece empresas que disputam licitação do transporte coletivo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 24 de julho de 2019
Isabela Fleischmann - Grupo Folha 
As empresas interessadas em operar o serviço de transporte coletivo em Londrina até 2034 serão conhecidas nesta quinta-feira (25). A CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) fará a protocolização e abertura dos envelopes pela manhã. A Londrisul participará do edital. Já a TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina), empresa detentora da maior parte do serviço na cidade, não quis adiantar se vai participar.

Apesar das diversas iniciativas para barrar a licitação, o cronograma do processo será mantido. A TCGL tentou até o último dia a impugnação do edital apontando 18 irregularidades, como falta de clareza para reajustes, desatualização dos orçamentos e composição de tarifa sem custos obrigatórios. A empresa alegava que a tarifa atual de R$ 4,25 – preço máximo estipulado pelo novo edital – não poderia ser mantida. Mas, em decisão administrativa, a CMTU negou todas as reivindicações da empresa.
A Companhia indeferiu a impugnação por entender que foi “indevida a alegação do impugnante, não merecendo prosperar a afirmação de que foram deixados de considerar item de investimentos e de que os custos mensais não apresentam coerência com os orçamentos presentes no Processo Administrativo, pois todos os custos foram contemplados na planilha tarifária. Não havendo nenhum fundamento para as afirmações, a impugnação não merece prosperar”.
A TCGL ainda poderia entrar com recurso na Justiça Estadual ou no TCE (Tribunal de Contas do Estado do Paraná), o que não teria ocorrido até o fechamento desta edição. Na primeira tentativa da CMTU de uma nova licitação, a empresa conseguiu travar o processo com um recurso no TCE, em 2018. A CMTU disse que não iria se posicionar sobre o assunto.
NOVO EDITAL
À reportagem, a Londrisul, do grupo Garcia Brasil Sul, foi a única que confirmou que participará do novo edital. A empresa e a TCGL operam atualmente com um contrato prorrogado. Atendem respectivamente a 83% e 17% do território de Londrina. O serviço venceu em janeiro, contudo, por conta de entraves na nova licitação, a Prefeitura pediu liminar, acatada pela Justiça, para que as empresas operem até que novos contratos estejam firmados. A medida visa não garantir o serviços aos usuários.
Mais de R$ 2 bilhões estão envolvidos para a nova licitação, divididos em dois blocos, de 66% e 34%. O novo edital é similar ao primeiro e estabelece que a vencedora da licitação será a que apresentar o menor preço. Determina, sobre a frota, que os veículos possam ter até 10 anos de uso para os comuns e 12 para os maiores, como os SuperBus, mas não contempla melhorias como ar-condicionado. O formato Psiu, de linhas expressas, também foi excluído do novo texto.
O foco do edital atual, de acordo com a administração municipal, é que as empresas “sejam avaliadas frequentemente e que tenham melhor remuneração de acordo com a qualidade do serviço prestado”. Todavia, o certame também não estabelece manutenção dos terminais pelas empresas beneficiadas pela concessão.


