Prefeitura anula concurso da saúde
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Londrina - Após denúncias de irregularidades nas provas do concurso da Secretaria Municipal de Saúde, realizado em 14 de julho, investigações internas e do Ministério Público (MP) resultaram na anulação dos dois editais.
O decreto foi assinado ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff, que durante entrevista coletiva afirmou que uma série de circunstâncias motivou a decisão, citando o plágio nas provas de enfermeiro auditor e fisioterapeuta e a suposta oferta de prova para um candidato, dentro da Vila da Saúde.
"A prorrogação da divulgação dos resultados do dia 5 para o dia 12 foi justamente para que pudéssemos dar continuidade às investigações internas. Após a lista de aprovados, outras inconsistências foram verificadas. Uma delas, por exemplo, é o grau de parentesco entre um elaborador da prova e um candidato. Todos esses fatos reforçaram nosso entendimento de que o caminho mais recomendável era a anulação do concurso", detalhou.
A medida atendeu uma recomendação do Ministério Público feita no início da semana, após a divulgação da lista de aprovados. No mesmo dia, a Procuradoria-Geral do município foi acionada. De acordo com o procurador-geral, Zulmar Fachin, também foi recomendada a instalação de uma sindicância "para apurar quais as pessoas e em quais momentos essas irregularidades foram cometidas", completou.
Segundo o prefeito, "a solução caseira não atendeu às expectativas. A motivação do concurso feito pela própria equipe da Autarquia Municipal de Saúde era em função dos prazos. Evidentemente, esses prazos não são mais possíveis de serem alcançados e por isso vamos licitar o processo e fazer de forma terceirizada", salientou, completando que "a preocupação é garantir transparência no processo e ter a certeza de que os aprovados sejam realmente os melhores candidatos para incorporar ao time da saúde".
O secretário de Saúde, Francisco Eugênio de Souza reforçou que "todos os esforços serão feitos para que nenhum serviço à população seja suspenso, principalmente os fundamentais". "Estamos elencando o mínimo de serviços que têm que se manter em atividade e isso vai ser objeto de um trabalho com a Procuradoria Jurídica e a Promotoria Pública para nos orientar sobre quais providências tomar, dentro da legalidade", declarou.
As investigações do MP estão em andamento e detalhes sobre possível ressarcimento aos candidatos ainda não foram divulgados. Segundo o prefeito, o momento é de encontrar soluções legais. "Já as questões como a manutenção dos serviços deverão ser divulgadas no decorrer da próxima semana", comentou, ao fazer referência aos contratos temporários de centenas de profissionais da saúde que vencerão no dia 31 de agosto.
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