Cambé - A Prefeitura de Cambé deu prazo de uma semana para a desativação do barracão da Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon). A unidade está localizada no Jardim Silvino, às margens da PR-445.
A Cooprelon não tem alvará de funcionamento, embora opere há quase um ano na região. ''Foi uma ocupação do jeito deles, alugaram o imóvel e se instalaram sem qualquer consulta à Prefeitura. Não há estudos de impacto de vizinhança ou ambiental, como preconiza nosso Código de Posturas e a Lei de Zoneamento'', afirmou o prefeito João Pavinato (PSDB).
Outro problema é a transferência do lixo produzido em Londrina para Cambé. ''Não queremos isso em Cambé'', criticou. A prefeitura comunicou a irregularidade ano passado para a administração municipal de Londrina. Uma última reunião ocorreu ontem à tarde.
A Cooprelon é uma das cooperativas contratadas para coletar reciclável em Londrina. A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) autorizou a entidade a recolher os resíduos produzidos por 95 mil domicílios, que ao final do mês chegam a descartar 250 toneladas de materiais recicláveis. A Cooprelon é investigada pela Promotoria do Patrimônio Público, uma vez que membros da diretoria não são catadores de baixa renda e isso fere o Plano Nacional de Saneamento.
A CMTU vai exigir que não haja interrupção do serviço em Londrina. ''O município mantém um contrato e este tem que ser cumprido. De qualquer forma, a gente vai dar apoio a cooperativa para não haver prejuízo no serviço, como por exemplo indicar barracões para serem alugados. A gente faz isso com todas as cooperativas'', explicou o presidente da CMTU, André Nadai. O presidente da Cooprelon, Maurício Montezini, não foi localizado para comentar o assunto.

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