Curitiba - Os adolescentes que foram flagrados trabalhando na Central de Abastecimento (Ceasa) em Curitiba, durante blitz feita dia 22 de maio pelo Ministério Público do Trabalho, serão encaminhados para a escola e para os programas profissionalizantes mantidos pela prefeitura. Segundo a procuradora Mariane Josviak, a prefeitura acolherá os adolescentes nos programas Piá no Ofício Aprendiz e Guarda Mirim. ‘‘Queremos que esses adolescentes tenham uma profissão’’, declarou.
A promotoria vai incentivar também as empresas curitibanas a cumprir o artigo 429 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que prevê a obrigatoriedade de contratação de menores aprendizes, entre 5% e 15% do total de seus funcionários. ‘‘Dessa forma as crianças saem da situação de risco’’, explicou a procuradora.
Na sexta-feira, a procuradoria se reúne com representantes da Ceasa. A intenção é ouvir quais providências serão tomadas para coibir a prática e também decidir se será aplicada multa na Central, por ela ter descumprido um termo de compromisso em que se comprometia a proibir o trabalho infantil. A Delegacia Regional do Trabalho também deve aplicar uma multa à Ceasa, pela manutenção de trabalhadores menores de 16 anos e de trabalhadores entre 16 e 18 na movimentação de carga.
Na blitz feita em maio, pela Polícia Militar, Polícia Federal, Conselho Tutelar, Secretaria Municipal da Criança, Delegacia Regional do Trabalho e Ministério Público do Trabalho foram encontradas 215 crianças e adolescentes trabalhando em condições insalubres durante a madrugada na Ceasa.

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