Um grupo de prefeitos do sul do Pará deve estar hoje em Brasília para pedir providências ao ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, sobre a fazenda Bamerindus, de 58 mil hectares, localizada entre os municípios de Marabá, Eldorado dos Carajás e Parauapebas. Os cinco prefeitos alertam sobre a tensão na fazenda, temem um conflito e mortes entre os 1.200 lavradores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, centenas de desempregados e empregados de madeireiras que devastam a reserva florestal da propriedade.
A tensão aumentou no final de semana, depois que prefeitos da região acusaram o MST pelas brigas na fazenda. O prefeito de Piçarra, Milton Pereira, afirmou: ‘‘O MST está criando confusão e agitando os trabalhadores’’. Ele afirmou que a entidade será responsabilizada em caso de mortes.
A resposta do MST foi rápida e dura, afirmando que Pereira estava ‘‘a serviço das madeireiras’’. O MST deu prazo até o final do mês ao Incra para a retirada de cerca de quatro mil pessoas estranhas que montaram acampamentos na fazenda. ‘‘Se esse pessoal não sair, nós é que sairemos’’, ameaça Raimundo Moura.

mockup