Prefeitos são acusados de desviar verba do Incra
PUBLICAÇÃO
domingo, 14 de fevereiro de 1999
Agência Estado 
Onze prefeitos do oeste do Pará teriam desviado R$ 3,8 milhões destinados a construção de escolas, postos de saúde e estradas em dez assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) naquela região. Segundo o deputado José Geraldo, líder do PT na Assembléia Legislativa e autor da denúncia, a maioria dos assentamentos nunca viu a cor do dinheiro. Ele diz que a verba foi liberada para as prefeituras através de convênios, mas os prefeitos até agora não prestam conta.
José Geraldo acrescenta que as famílias de lavradores dos assentamentos estão passando as maiores dificuldades por culpa dos prefeitos. O dinheiro eles gastaram na campanha eleitoral passada, tentando eleger deputados estaduais e federais, enquanto crianças estão sem estudar, mulheres e velhos vivem doentes e as estradas continuam intransitáveis.
O superintendente do Incra em Belém, Darwin Boerner, informou que o órgão começa a fiscalizar ainda esta semana 28 municípios que atrasaram a execução de obras nos assentamentos.
O prefeito de Santarém, Lira Maia (PFL), que recebeu R$ 250 mil do Incra, disse que as obras nos assentamentos de seu município foram todas concluidas. Nossa pretação de contas será apresentada ao Incra dentro do prazo, resumiu. O prefeito de Altamira, Claudiomiro Gomes (PSDB), também negou desvio de verbas.
Gomes afirmou que as obras no Assentamento Assurini, foram executadas e concluídas sem nenhum problema. O deputado é conhecido por fazer acusações sem provas, emendou o prefeito de Medicilândia, Francisco Silveira.


