Rio, 15 (AE) - Prefeitos da Baixada Fluminense e de municípios próximos embarcam amanhã (14)para Brasília, onde tentarão ser recebidos pelo ministro da Saúde, José Serra. Eles reclamam do corte no repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) e vão propor novos convênios para o combate ao mosquito da dengue na região.
De acordo com o prefeito de Nova Iguaçu e vice-presidente da Associação dos Prefeitos da Baixada, Nélson Burnier (PSDB), o corte de verbas em seu município chegou a R$ 372 mil/mês. "Não há nenhuma explicação para esse corte", afirmou. Burnier informou que, para manter as quatro unidades de emergência e os 48 postos de saúde, o município vem arcando com as despesas."Mesmo assim não diminuímos a rede e o atendimento tem melhorado."
Em outros municípios da Baixada a situação é a mesma, de acordo com Burnier. Belfort Roxo, por exemplo, conta perdeu R$ 50 mil mensais. "É preciso rever o teto de verba do Estado ou, pelo menos, definir a razão dos cortes", argumentou Burnier.
Os prefeitos querem discutir com o ministro José Serra a terceirização na contratação de serviços de agentes para o combate ao mosquito da dengue. Atualmente as prefeituras podem solicitar os serviços dos guardas da Fundação Nacional de Saúde (FNS), mas reivindicam o direito de contratar seus próprios agentes. "O pessoal da FNS nunca pode trabalhar porque vive em reuniões de sindicato ou em manifestações, além disso, com nossos próprios funcionários poderiamos cobrar um serviço melhor."

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