Guarulhos, SP, 14 (AE) - O prefeito de Guarulhos, na Grande São Paulo, Jovino Cândido (PV), reiteirou hoje as denúncias contra 13 vereadores da cidade, em depoimento que durou oito horas, na Delegacia Seccional. Ele recusou-se, porém, a dizer se entregou as provas. "Vim aqui para prestar esclarecimentos e respondi o que foi pedido pelo Ministério Público (MP)", ressaltou Cândido.
O prefeito teria sido aconselhado pelos promotores e pelo 7delegado para não se pronunciar com o objetivo de não prejudicar a apuração.
Em 31 de maio, o deputado estadual Elói Pietá (PT) entrou com representação na Procuradoria-Geral de Justiça por crime de concussão contra 12 parlamentares e de advocacia administrativa contra outro. Em 5 de junho, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Guarulhos (Acig), Luis Roberto Mesquita, apresentou duas fitas de vídeo em que o prefeito narra a Pietá o suposto esquema de pedido de propina e influência montado pelos vereadores.
Para Cândido, deve-se prosseguir na rotina de forma tranquila e confiar na Justiça. "Tenho certeza que as investigações trarão resultados positivos", disse. Ele destacou ainda que nunca pensou em se afastar da prefeitura.
Cândido ratificou a informação de que está sob a ameaça de morte. "Estão pondo-me como pivô de uma tragédia, mas não pretendo desistir." Ele frisou que esse é um momento difícil para todos e mais provas poderão surgir se algumas pessoas colaborarem. "Se não se tomar determinadas atitudes, a sociedade vai continuar sendo enganada; queremos que todos tenham paciência de esperar, e confiem na Justiça, que vai apurar os fatos e descobrir a verdade."
Segundo boletim do Hospital Padre Bento, o estado de saúde do vereador Toninho Magalhães, que foi encontrado baleado no sábado (10) e teve morte cerebral, permanece inalterado.

mockup