Matão, SP, 02 (AE) - Para evitar a demissão de servidores, o prefeito de Matão, no interior de SP, Adauto Scardoelli (PT), reduziu em 25% seu salário, o do vice e de 65 assessores que ocupam cargos de confiança. Hoje, foram tomadas outrs três providências com o mesmo objetivo: corte do abono de R$ 322,00 que o servidor recebia no mês de seu aniversário, da cesta básica e do convênio médico.
Com a medida, a prefeitura economizará cerca de R$ 180 mil. Já foram cortadas as horas extras, que representavam R$ 50 mil mensais. Ainda é insuficiente para a adequação à Lei Camata, que prevê gastos de no máximo 60% da receita mensal com a folha de pagamento do funcionalismo. Outros R$ 70 mil serão cortados ainda este mês. "Já falei com o sindicato dos servidores que teremos de achar uma solução", diz Scardoelli, que vê duas alternativas: demissão de 50 servidores ou redução da jornada de trabalho.
Segundo ele, a prefeitura realizará concurso público este mês para eliminar o regime da CLT, para adotar apenas o regime estatutário. São contratados pela CLT 400 dos 1,3 funcionários. A prefeitura, então, recontratará os que forem aprovados no concurso até preencher o número desejado. Os demais não voltarão. O prefeito, que recebia R$ 9.180,00, passará a ganhar R$ 6.885,00. "Ainda tenho o desconto de 20% de Imposto de Renda (IR) e de 13% do partido", comentou.

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