Prefeito proíbe reajuste
de tarifa do transporte
Patrícia Zanin
O prefeito Antonio Belinati (PDT) afirmou ontem ter proibido qualquer reajuste de tarifa no sistema de transporte coletivo de Londrina ‘‘por um bom tempo’’. As duas empresas que operam o sistema no município (Transportes Coletivos Grande Londrina e Francovig) protocolaram esta semana pedido de aumento de 32% no preço da passagem. Caso o reajuste fosse autorizado, a tarifa subiria de R$ 0,75 para R$ 0,99. ‘‘Vai levar um bom tempo para que ocorra um novo reajuste’’, garantiu o prefeito. Por um ‘‘bom tempo’’, ele definiu ‘‘muitos meses’’.
Belinati alegou que o aumento é ‘‘totalmente inviável’’. ‘‘É a nossa forma de mostrar respeito ao trabalhador que ficou espantado com o pedido’’. O prefeito lembrou que o último reajuste de tarifa ocorreu há um ano e que, apesar de não ter analizado a planilha das concessionárias para avaliar se a reivindicação é correta, o usuário não pode pagar esse ônus.
As empresas alegam que os insumos subiram acima da inflação. Outro argumento é a queda de 11,5% no número de passageiros transportados que teria reduzido de 4,1 milhões/mês para 3,6 milhões/mês no perímetro urbano e nos distritos. ‘‘Não cabe ao trabalhador arcar com a responsabilidade dessa queda’’, defendeu Belinati, que aproveitou para fazer um ‘‘apelo’’ às duas concessionárias: ‘‘mesmo sem o aumento, espero que as empresas continuem prestando um bom serviço, que é um orgulho para todos nós’’, elogiou.
A declaração do prefeito acontece dias após as duas empresas terem protocolado o pedido de reajuste. Anteontem, durante uma solenidade, o prefeito evitou comentar o assunto, alegando que ele era ‘‘muito espinhudo’’.

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