Rio, 09 (AE) - O prefeito de Magé, Nelson do Posto (PDT), negou hoje em nota oficial que o ex-cabo da Polícia Militar Dejair Corrêa trabalhe na prefeitura do município, no Grande Rio. O PM foi apontado pela deputada Núbia Cozzolino (PTB) como autor da denúnca que a incrimina nas investigações sobre o narcotráfico no Estado realizado pelo Ministério Público Estadual (MPE) e pela polícia. De acordo com a nota, Corrêa fora nomeado para o gabinete da deputada, mas acabou brigando com ela porque não recebeu o salário, e foi demitido.
É o seguinte a íntegra da nota: "Na assessoria do prefeito não existe ninguém com o nome de Dejair, que, na verdade, foi assessor dela (Núbia Cozzolino) e a ela processa, porque fora nomeado para o gabinete da deputada, mas não recebeu salário, pois o dinheiro acabou desaparecendo da conta bancária. Que ninguém da assessoria do prefeito Nelson do Posto tem tempo a perder com guerras políticas, pois trabalhamos para resolver os muitos problemas de um município que por durante 12 anos foi governado pela família dessa deputada (Núbia Cozzolino), que, ao sair do poder, no dia 31 de dezembro de 1996, deixou a cidade destroçada, com dois hospitais, 25 postos de saúde fechados e os servidores com quatro meses de salários atrasados e sem o 13º salário.
O prefeito Nelson do Posto já está acostumado com as denúncias da deputada, que no dia 30 de setembro de 1996 o acusou de ter atentado contra a vida dela, o que, felizmente, ficou provado com as denúncias de dois assessores dela - Dejair Corrêa e Ledir Malinosky - que esclareceram a farsa. A deputada, em janeiro deste ano, também acusou o prefeito de ser o responsável pela morte de dois advogados dela, sendo que a verdade veio à tona agora, com a divulgação dessa fita (que apresenta um diálogo entre um assessor ligado a Núbia e o traficante Rogério Marcos Souza, o Dinho, de Magé), pois o traficante Dinho está preso respondendo exatamente por esse duplo assassinato."

mockup