Igarapava, SP, 11 (AE) - O prefeito de Igarapava, no interior de São Paulo, Sérgio Augusto de Freitas (PSDB), negou hoje à tarde, em depoimento ao juiz Humberto Aparecido da Rocha, participação na morte do antecessor, Gilberto Soares dos Santos, o "Giriri", ocorrida em outubro.
A Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, que tem competência para processar criminalmente prefeitos, assumiu o caso e pediu novas diligências policiais. O procurador Alberto de Oliveira Andrade Neto, que coordena o setor, está acompanhando o caso.
No depoimento, Freitas disse ser amigo do empresário Fued Maluf, outro acusado de envolvimento no assassinato, mas que não sabia do crime tramado contra "Giriri".
Em comunicado oficial enviado à imprensa, o prefeito informou que não é por que Maluf é acusado que deixará de ser amigo do empresário. Maluf foi citado como um dos mandantes pela polícia e está preso. Freitas afirmou ainda que, se soubesse de algo, avisaria "Giriri". Na época, "Giriri" e Freitas estavam brigados. O prefeito também admitiu conhecer o empreiteiro Eurípedes Barcelos, outro envolvido.
Freitas colocou à disposição da Justiça a quebra dos próprios sigilos bancário e telefônico. Antes do depoimento, outro acusado da morte de "Giriri", Marcelo Tiago da Silva, o "Tiaguinha", de 19 anos, preso em Ribeirão Preto (SP), na quarta-feira (09), disse ao juiz que só vai falar em juízo.
Em conversa informal com a imprensa e policiais de Ribeirão, ele confessou o crime e acusou Freitas de ser o mandante, pois iria pagar R$ 30 mil pelo serviço.

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