São Paulo, 24 (AE) - O prefeito Celso Pitta (PTN) negou hoje (24) que tenha sido omisso em relação às denúncias de superfaturamento no serviço de limpeza pública da cidade, que segundo o promotor Fernando Capez chegou a R$ 1 bilhão.
Pitta disse que determinou abertura de sindicância interna para investigar as denúncais de irregularidades no preenchimento de dados das planilhas de serviços, que foi cumprida pela Corregedoria do Serviço Público Municipal.
Pitta lembrou, também, que os contratados foram assinados pelo ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) e pelo ex-secretário municipal de Vias Públicas e Serviços e Obras Reynaldo de Barros.
Capez, da Promotoria de Justiça da Cidadania, impetrou duas ações nas quais pede a reparação de prejuízos de R$ 179 milhões sofridos pelo Tesouro. Apesar de exigir a reposição desse valor, o promotor disse que o prejuízo poderá chegar a R$ 1 bilhão. Segundo ele, há indícios de que essas guias eram falsificadas.
Em alguns casos, os documentos indicavam que cem pessoas trabalharam na coleta de lixo numa determinada região da cidade, mas na verdade o serviço fora executado por um número menor de pessoas.

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