Londrina – O secretário municipal de Saúde, Francisco Eugênio Alves de Souza, foi exonerado do cargo ontem pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD). A informação foi divulgada pelo Núcleo de Comunicação da administração municipal, através de uma nota oficial. Eduardo Cristofoli Silva, atual diretor do serviço de Vigilância e Emergência da Autarquia Municipal de Saúde, que é servidor de carreira, irá responder pela pasta de forma interina.
Kireeff agradeceu os serviços prestados pelo ex-secretário e reconheceu que o trabalho foi bem feito, mas ressaltou que a ação civil pública protocolada pelo Ministério Público (MP) contra Francisco Eugênio foi determinante para a exoneração. "Isso criaria uma dificuldade para o trabalho do secretário e foi uma forma de preservar o profissional. Mas reconheço que os avanços foram significativos na quantidade de serviços ofertados e que, apesar de todas as dificuldades que existem na pasta, o trabalho foi bem feito", frisou o prefeito.
Alexandre Kireeff informou que já conversou com várias pessoas para definir o substituto de Souza. "Até a semana que vem eu anuncio o novo secretário", prometeu.
No comunicado oficial, Francisco Eugênio afirmou ter certeza do dever cumprido à frente da pasta e reconheceu que a ação judicial foi determinante para a sua saída. "Saio da prefeitura consciente de não ter cometido nenhum erro técnico ou administrativo e tendo envidado todos os esforços para conferir à Saúde um status de secretaria de vanguarda...(...)...tenho convicção de ser um fato facilmente contestável, mas que me coloca certamente numa situação de fragilidade e por isso entendo que a minha exoneração tem um cunho de preservação." O ex-secretário foi procurado pela FOLHA, mas não atendeu aos telefonemas.
Francisco Eugênio de Souza assumiu a Secretaria no início da administração Kireeff e sua situação ficou insustentável após a Justiça decretar, no dia 3 de dezembro, a indisponibilidade dos seus bens pelos prejuízos causados aos cofres públicos em razão do cancelamento do concurso público da saúde. Foram arrolados ainda na ação mais 14 servidores públicos, que participaram da elaboração das provas.
O concurso foi cancelado a pedido do MP em agosto, após a constatação de irregularidades, como o plágio de questões de outros concursos e a suspeita da participação de candidatos, que confeccionaram as perguntas das provas.
Segundo o MP, o concurso custou aos cofres públicos R$ 407 mil. Para realizar um novo concurso a prefeitura contratou o Grupo Sarmento, de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, por R$ 215 mil. As provas estão marcadas para o dia 22 de dezembro. No entanto, a empresa teve dois concursos recentes anulados por irregularidades como violação de envelopes que continham as provas.

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