São Nicolau - Na mesma região e no mesmo horário, o prefeito Heitor Pavéglio (PPB), de São Nicolau, no noroeste do Rio Grande do Sul, foi vítima de atentado e o chefe de gabinete da prefeitura, Wilson Fidélis, foi assassinado.
Por volta das 22 horas de anteontem, Fidélis assistia à televisão, deitado no sofá da sala, quando um homem entrou e disparou contra ele. A porta da casa estava aberta.
Segundo a polícia, o chefe de gabinete foi atingido por tiros de uma espingarda calibre 12. Ele ainda levantou do sofá, mas caiu no chão e foi novamente atingido no tórax. O criminoso fugiu.
''O chefe de gabinete costumava assistir à TV à noite com a porta da sala aberta. Nos últimos dias fez calor na cidade e, ontem à noite, no dia do crime, choveu, o que pode indicar que o crime foi premeditado'', disse o delegado Fernando Antônio Sodré de Oliveira, titular da delegacia de São Nicolau, município com cerca de 6.000 habitantes.
A mulher de Fidélis estava na cozinha e a filha de 6 anos, no quarto. Elas não viram o criminoso, segundo a polícia.
Ao mesmo tempo, outro homem atirou, com uma espingarda calibre 22, em direção à janela do quarto da casa do prefeito, que fica do outro lado da rua onde morava o chefe de gabinete.
O prefeito, que estava na sala, ouviu o tiro e seguiu para o quarto. Ao acender a luz, outros dois tiros foram disparados. Ele não foi atingido e passa bem. O criminoso fugiu.
A violência contra políticos no município não é um fato recente. Em 2000, um dos coordenadores da campanha da coligação PPB-PDT foi assassinado a tiros no comitê de campanha. A vítima era colega do prefeito.
Segundo a polícia, o chefe de gabinete tem passagens por porte ilegal de arma, constrangimento ilegal e ameaça. O delegado Oliveira afirmou que o prefeito também é investigador por porte ilegal de arma e ameaça.
A hipótese de crime político não está descartada. ''Ainda não temos elementos que justifiquem o motivo do crime, mas a questão política também será analisada'', disse o delegado.

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