Rio, 10 (AE) - O prefeito Luiz Paulo Conde disse, hoje, que a decisão de compartilhar com o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para conservação do Parque Nacional da Tijuca, não depende de entendimentos para a municipalização do Parque. "A importância maior é o fato de o município do Rio poder colaborar com o governo federal na preservação e valorização de bens públicos conhecidos em todo o mundo", argumentou. Conde visitou de manhã o Parque Nacional da Tijuca com o superintendente do Ibama no Rio, Carlos Henrique Mendes de Almeida, e secretários municipais.
O prefeito decidiu dar início a parceria com o Ibama após encontro com o superintendente do órgão e o secretário do Meio ambiente, Maurício Lobo. Decidiram que a Comlurb voltará a fazer limpeza da Floresta da Tijuca e de Furnas de Agassiz (orçada em R$ 65 mil por mês), enquanto caberá à Guarda Municipal a vigilância permanente desses pontos turísticos.
No dia 22, Conde se reunirá com o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, com o ministro de Esportes e Turismo, Rafael Grecca, e com a secretária de Administração, Claudia Costin, para discutir a assinatura de um convênio entre a prefeitura e o governo federal, com a criação do Núcleo Municipal de Apoio ao Parque.
Além de compartilhar da administração da maior floresta urbana do mundo, a prefeitura quer, em uma segunda etapa, realizar a recuperação de prédios e de locais históricos, incluindo uma nova sinalização turística. "Vamos também reprimir as invasões que degradam o parque", informou Conde.
Na reunião com o superintendente do Ibama, Conde propôs que a prefeitura fique com 95% da arrecadação que o Ibama consegue no Parque com aluguel de imóveis, venda de ingressos para o Corcovado, entre outros. Almeida, porém, argumentou que essa participação só poderá ser acertada após um levantamento que o instituto fará e da reunião do prefeito com os três ministros.

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