O famoso Pão de Açúcar do Rio de Janeiro, uma das maiores atrações turísticas da cidade, amanheceu ontem sem turistas e convertido em centro de polêmica depois do acidente da véspera que deixou dezenas de turistas suspensos a 200 metros do chão durante uma hora.
O teleférico permanecerá fechado toda a semana e neste domingo os únicos visitantes do lugar foram os engenheiros, que revisaram as instalações para determinar a causa do acidente que bloqueou o aparelho no sábado.
Apesar de que os resultados só serão oficiais dentro de 30 dias, um dos técnicos declarou que os cabos que sustentam o bondinho apresentavam sinais de ‘‘corrosão e desgaste’’.
Ontem, o prefeito da cidade, Luiz Paulo Conde, disse que a responsabilidade do acidente é da empresa que se ocupa da exploração turística do local.
A diretora-geral da empresa, Maria Ercilia de Castro, assumiu a culpa mas afirmou que há um ano venceu a concessão dada pela prefeitura e além do mais há três anos o município não revisa o bondinho.
‘‘É tudo mentira. A prefeitura não é responsável e vou pedir ao presidente Fernando Henrique que proíba o bondinho do Pão de Açúcar’’, respondeu o prefeito.
O bondinho do Pão de Açúcar funciona há 88 anos, é utilizado diariamente por 550 pessoas e registra uma receita anual de 4 milhões de dólares, segundo cifras de 1998. Foi inaugurado em 1912. O último acidente semelhante ao de agora havia ocorrido em 1951. Na época, um dos cabos de sustentação se rompeu, mas o bonde foi sustentado pelo outro.

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