Igarapava, SP, 01 (AE) - O prefeito de Igarapava, na região de Ribeirão Preto (SP), Sérgio Augusto de Freitas (PSDB), vai depor amanhã (02), ao meio-dia, no Fórum da cidade, sobre a morte do antecessor, Gilberto Soares dos Santos, o "Giriri", assassinado na madrugada de 10 de outubro.
Além de Freitas, o juiz Humberto Aparecido da Rocha ouvirá outras três testemunhas de um dos acusados de participação no crime, Giovani Divino Soares Adão, que está preso. Uma quarta testemunha será ouvida por carta precatória.
Hoje, o microempresário Manuel Marques dos Santos Filho foi intimado a depor no mesmo horário.
O depoimento do prefeito faz parte da fase de oitivas de testemunha de defesa dos acusados. O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia, alegando motivo político para o homicídio de "Giriri". Desde o início das investigações, familiares de "Giriri" disseram que o crime teria sido político e que Freitas estaria envolvido. A prisão do empresário Fued Maluf, amigo de Freitas e um dos financiadores da campanha de "Giriri" na eleição passada, que teria sido um dos mandantes do crime, aumentou os boatos na cidade.
Além de Maluf e Adão, o empreiteiro Eurípedes Barcelos e outros três homens estão detidos em cadeias da região. Um grupo de três menores foi recolhido à Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem), mas um deles, A.A.D., o "Dô", fugiu recentemente da unidade de São Paulo. "Dô" assumiu ter disparado 13 tiros contra o prefeito - 11 acertaram-no, sendo dez pelas costas. Marcelo Tiago da Silva, outro acusado, ainda não foi preso. Já foram ouvidas 35 pessoas desde o início do processo. Santos Filho é irmão de criação de Barcelos e amigo do prefeito do morto. Em março, após sofrer um atentado, ele acusou Freitas de ser o mandante do crime. O atual prefeito negou a participação.

mockup