Prefeito defende princípio da isonomia
Sertanópolis - Além de cobrarem reposição salarial, os servidores do Serviço Municipal de Saúde (Sermusa) que aderiram à greve acusam o prefeito Aleocidio Balzanelo, o Tide, de coagir uma funcionária dentro do Hospital São Lucas no domingo à noite, quando a paralisação já estava deflagrada. Em comunicado enviado ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Sertanópolis (Sindsert), a servidora Lucilene de Fátima Angelo Bonfain relatou que o prefeito gritou seu nome enquanto falava ao telefone dizendo que ela estava fazendo um "motim" e que funcionários e pacientes do hospital o interpelaram para defender a servidora.
Em entrevista concedida à FOLHA em seu gabinete, Tide negou ter feito qualquer coação no hospital. "Sempre vou ao hospital visitar as pessoas acamadas, estamos em luta para ter um entendimento da greve. Jamais coagi. Eu quero bem a todos os servidores, apesar da greve. Os funcionários públicos fazem parte do trabalho do prefeito", afirmou.
Sobre a reivindicação salarial do Sermusa, o prefeito disse que não há condições financeiras da prefeitura promover o reajuste solicitado para não comprometer a folha e correr o risco de não atender o princípio da isonomia entre o funcionalismo. Tide também informou que em março último concedeu um reajuste de 8,32% a todos os 450 servidores da prefeitura, "sendo 2,71% de ganho real, acima da inflação". "Em maio agora concedemos mais 3% de elevação de salário para os servidores estáveis, não os que estão em estado probatório", emendou. A proposta que ele disse ter feito ao Sermusa é a que consta em um projeto de lei em trâmite na Câmara Municipal, concedendo vale alimentação a 290 servidores da Prefeitura que ganham até R$ 1,5 mil, além de um reajuste salarial de 18,8% para técnicos e auxiliares de enfermagem, contemplando cerca de 40 profissionais. (D.P.)





