Prefeito de Tremembé escapa de cassação
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sábado, 24 de julho de 1999
Por Simone Menocchi 
São José dos Campos, SP, 25 (AE) - Pela segunda vez, o prefeito de Tremembé, Mário Carneiro Leão (PV) escapou da cassação, agora por apenas um voto. A sessão, que durou 18 horas
terminou na madrugada de domingo, com protesto de populares. Entre as seis irregularidades apuradas pela Comissão Processante
está a apresentação de notas fiscais de despesas em viagens a Brasília, no valor de R$ 6.639,00, emitidas pelo Hotel Riviera. "Ficou comprovado que o prefeito não esteve em Brasília", disse o vereador Adolfo Santos Jr (PSDB), relator da comissão. "A nota fiscal é verdadeira, porém, seu conteúdo é falso."
O prefeito também é acusado de atrasar o pagamento do funcionalismo, superfaturar em R$ 32 mil a construção de um posto de saúde, e responsabilidade no empréstimo de R$ 8 mil dos cofres públicos, com devolução depois de seis meses, instalação de uma torre de telefonia celular sem autorização do Legislativo e omissão aos requerimentos solicitados pela Câmara.
Para ser cassado seriam necessários nove votos favoráveis à medida. Dos treze vereadores, oito foram favoráveis à cassação, três votaram contra e dois se abstiveram do voto, o que causou indignação nas 500 pessoas que acompanhavam a sessão. Mais de 50 policiais, acompanhados de cães, fizeram a escolta dos vereadores, para que eles saíssem da Câmara, às 4h de hoje. O movimento SOS Tremembé vai pedir amanhã (26) a anulação da votação e o afastamento de três vereadores, supostamente envolvidos nas irregularidades.
Em 1997, Leão foi acusado pela Câmara de realizar contratos irregulares com empresas de prestação de serviços e atraso no pagamento do funcionalismo. A cassação foi votada em agosto de 97, mas foi derrubada por 6 votos.


