O pedido de prisão do prefeito foi apresentado ao Tribunal de Justiça do Estado na quinta-feira, 17, pelo procurador-geral de Justiça de Alagoas, Eduardo Tavares, depois que o Ministério Público Estadual (MPE) apresentou denúncia contra Souza Filho pelos crimes de apropriação de bem público, alienação ilegal de bem público, formação de quadrilha e dispensa ilegal de licitação.

Segundo o MPE, Antonio Lins de Souza Filho é suspeito de participar de um esquema de compra e venda ilegal de um terreno naquele município. O mesmo esquema resultou na prisão de sete vereadores de Rio Largo, ocorrida ainda na noite de quinta-feira, 17. Conforme as denúncias do MPE, o prefeito teria desapropriado uma área de 252,4 hectares pertencente a uma usina de cana-de-açúcar e avaliada em R$ 21,4 milhões, com o objetivo de construir casas para as famílias atingidas pelas chuvas ocorridas em junho de 2010, que deixou centenas de desabrigados município.

Entretanto, o prefeito teria negociado o terreno com uma construtora por R$ 700 mil, que construiu um condomínio particular no local. Tudo isso com anuência da Câmara de Vereadores do município, que aprovou, por unanimidade, o projeto de lei enviado pelo Poder Executivo, autorizando a negociação em caráter de urgência e sem licitação.

O advogado de Souza Filho, José Fragoso, afirmou que ingressará com um pedido de habeas corpus.

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