Prefeito de Recife diz que não há mais o que cortar
Brasília, 24 (AE) - O prefeito de Recife, Roberto Magalhães (PFL), rebateu a defesa feita pelo economista e ex-prefeito carioca César Maia, durante a reunião de hoje do PFL, da idéia de Estados, União e municípios contingenciarem seus orçamentos. "Só se eu degolar os aposentados e matar os funcionários públicos", reagiu Magalhães, de acordo com o relato de parlamentares que participaram do encontro, durante o qual o economista Paulo Rabello de Castro fez palestra sobre a atual crise.
Magalhães acrescentou que não quer ser perdoado "em nenhum centavo" do que a prefeitura da capital pernambucana deve à União. "Me devolvam o que me tomaram: o Fundef, o FEF, as perdas da Lei Kandir, e eu prometo nunca mais vir a Brasília", disse o prefeito. E, ainda de acordo com o relato dos parlamentares, completou: "Quero que a União tire a mão do bolso de Recife. O único ajuste que resta ser feito é degolar os aposentados e matar os funcionários públicos."





