Prefeito de Pirajuí responde à 5ª Comissão Processante
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quinta-feira, 08 de abril de 1999
Por Jair Aceituno (especial para a AE) 
Pirajuí, SP, 09 (AE) - O prefeito de Pirajuí, no interior de São Paulo, José Carlos Ortega Jerônimo (sem partido)
responde à quinta Comissão Processante (CP), que tem por objetivo apurar irregularidades, com a possível cassação do mandato dele. Os vereadores apuram a contratação, pela prefeitura, do posto de combustíveis de propriedade do filho do prefeito para fornecer o produto à frota municipal.
Segundo a denúncia formulada pela munícipe Neuza Vilela Inforzato, desde o início do mandato, Jerônimo vem adquirindo combustíveis - álcool, gasolina e óleo diesel - do filho, que participou sozinho da concorrência municipal, embora existam outros postos na cidade. Além de citar impedimentos legais para os governantes negociarem com os familiares, a denunciante ainda cita que, durante dois meses em que Jerônimo esteve afastado da prefeitura por conta da cassação do mandato, ocorrida em agosto, o vice-prefeito Dino Rinaldo passou a adquirir combustíveis de outro estabelecimento, a preços 27% menores. Mas, ao retornar, o prefeito reatou a negociação com o filho.
Jerônimo, no entanto, nega ter privilegiado o filho e lembra que, na legislação municipal de Pirajuí, não existe impedimento de se negociar com familiares e que, no caso, o filho dele participou de uma concorrência aberta a todos os interessados. Também disse que a abertura do novo processo na Câmara tem irregularidades a serem questionadas na Justiça.
Ao mesmo tempo em que abriu nova CP contra o prefeito, a Câmara de Pirajuí arquivou outra. Venceu na segunda-feira (05) o prazo para a apuração de denúncias de compras e pagamentos feitos pela prefeitura a empresas fantasmas. Manobras regimentais provocaram o decurso de prazo sem o término da apuração. Mas Jerônimo ainda enfenta 14 processos na Delegacia Seccional de Polícia de Bauru (SP), e o delegado-assistente Edson Cardia está pedindo ao Tribunal de Justiça (TJ) o afastamento dele da prefeitura para que não prejudique as apurações.
Além dos problemas do prefeito, Pirajuí ainda enfrenta outros. O vereador Edde Tadeu Cotait (PMDB), foi condenado pela Justiça a quatro anos e cinco meses de reclusão, num processo no qual é acusado de, como servidor municipal, ficar com o dinheiro cobrado de munícipes para a expedição de certidões negativas. O vereador, no entanto, está recorrendo da sentença e permanece no cargo.


