Prefeito de Pirajuí é afastado pela quarta vez
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terça-feira, 19 de outubro de 1999
Por Jair Aceituno (especial para a AE) 
Pirajuí, SP, 20 (AE) - O prefeito José Carlos Ortega foi afastado do cargo hoje pela quarta vez. Um agravo de instrumento
impetrado pela Câmara de Vereadores junto ao Supremo Tribunal Federal, foi acatado e revogou a liminar do ministro Marco Aurélio Mello, que o havia reconduzido ao cargo no último dia 5. A decisão do tribunal foi conhecida ontem (19) à noite e hoje pela manhã funcionários da Prefeitura em greve não permitiram que assessores do prefeito afastado entrassem na prefeitura mesmo antes da chegada do mandado, que só ocorreu no final da tarde, quando o vice-prefeito, Dino Rinaldi, reassumiu.
Ortega foi afastado pela primeira vez em agosto do ano passado, sob a acusação de ignorar os requerimentos dos vereadores e deixar de repassar à Câmara as verbas orçamentárias que garantem seu funcionamento. Voltou ao cargo protegido por liminares do Tribunal de Justiça do Estado, do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo. Com isso já esgotou praticamente todos os recursos, mas ainda resta para julgamento o mérito do mandado de segurança que impetrou contra a cassação.
Desde que começaram os problemas que levaram à cassação do prefeito, Pirajuí, de 20 mil habitantes, tem enfrentado grande agitação. Além da cassação a Câmara realizou investigações sobre denúncias de superfaturamento e compra de materiais de empresa-fantasma. Nos últimos dias o funcionalismo fez greve reclamando o pagamento de salários atrasados.
BAURU - Em Bauru, o juiz Mauro Ruiz Daró, da 3ª Vara Civel, condenou o prefeito cassado, Antonio Izzo Filho, por improbidade administrativa, suspendendo seus direitos políticos e o afastando do poder público por dez anos. Com ele também foram condenados o ex-procurador-geral da Prefeitura, Valdir Antonio dos Santos, o ex-chefe de gabinete, Antonio Aparecido Belarmino, os ex-assessores Luis Roberto Shincarioli e Marcelo dos Santos e o comerciante André Luiz Manin, envolvidos na cobrança de propina do proprietário de um imóvel desapropriado. Foi essa desapropriação que levou a Câmara de Vereadores a cassar o mandato de Izzo Filho.


