Prefeito de Guarulhos autou como ator em filme de 'Zé do Caixão'
São Paulo, 13 (AE) - Na primeira carreira profissional, o prefeito de Guarulhos, na Grande São Paulo, Jovino Cândido (PV), foi ator . Cândido veio do interior com os pais agricultores. O primeiro filme em que atuou, uma produção do cineasta José Mogica, o "Zé do Caixão", foi "Instrumento da Máfia".
Mais tarde, como ator de teatro, em Guarulhos, levou em escolas e igrejas o monólogo "Cela 20" . Um líbelo pela liberdade, nos anos do regime militar, de acordo com o que ele diz. "Umas 15 mil pessoas me assistiram." Ao mesmo tempo, o ator formava-se torneiro mecânico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e ingressava na indústria guarulhense, como torneiro mecânico.
Mas, ao contrário do presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, outro torneiro mecânico, a carreira política não saiu por aí. No terreno da arte, aproximou-se do então vereador Gilmar Lopes, que já morreu.
Foi assessor dele, assumiu um centro cultural e ingressou na atual legenda, o PV. A bandeira de luta dele: "Combater o sistema político de Guarulhos, apodrecido".
Em 1996, elegeu-se vice do então prefeito Néfi Talles (PDT), com quem romperia em meados de 1998. "O Néfi achava que, oferecendo vantagens aos vereadores, a Câmara abafaria as denúncias contra ele."
Cândido montou um "gabinete" - uma barraca - nos jardins da prefeitura. Com a cassação de Tales, assumiu a prefeitura. Recusou-se, diz, a dar secretarias e dinheiro aos vereadores para poder governar.





