Curitiba, 01 (AE) - O prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi (PFL), disse hoje que as prefeituras que mantém suas contas em dia estão sendo punidas pela Medida Provisória que facilita o pagamento da dívida mobiliária, refinanciando o valor em 30 anos a juros de 9%. No caso de Curitiba, foram pagos R$ 92 milhões só nos últimos dois anos através da Antecipação da Receita Orçamentária (ARO), pagando 39% de juros.
As prefeituras beneficiadas são as que optaram por emitir títulos, transformando o valor em dívida mobiliária, como São Paulo e Rio de Janeiro. Segundo o prefeito Cássio Taniguchi, além da prefeitura de Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre também acabaram prejudicadas por pagar em dia suas contas. "O acordo para refinanciamento das dívidas mobiliárias mobiliárias era uma reivindicação antiga do Fórum das Prefeituras das Capitais Metropolitanas. O atendimento mostra sensibilidade do governo federal, mas é preciso estudar uma compensação para quem fez a lição de casa", disse Taniguchi.
O prefeito de Curitiba pretende levar a reivindicação à próxima reunião do Fórum que vai acontecer em abril em Porto Alegre. Uma das formas de compensar os bons pagadores seria abrir novas linhas de financiamento para estas capitais, como na área de habitação com a Caixa Econômica Federal. Curitiba tem uma dívida de R$ 270 milhões em financiamentos a longo prazo, dos quais R$ 165 milhões junto ao Bid, valor que era 50% menor antes da variação cambial.

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