Prefeito de Colina é cassado por nepotismo
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quinta-feira, 23 de março de 2000
Por Bras Henrique 
Colina, SP, 24 (ae) - A Câmara de Colina, na região de Ribeirão Preto, cassou, na sessão da noite de ontem (23), por 10 votos a 2 (em votação secreta), o prefeito Oscar Barcellos Neto (PFL). As alegações utilizadas foram nepotismo e falta de informações do Executivo ao Legislativo. O vice, João Henrique Paro Júnior (PPB), foi empossado na manhã de hoje, mas ele próprio discorda da decisão e espera ver Barcellos Neto, que evita falar sobre o assunto, recorrer à Justiça e retornar ao cargo.
"Sou um vice atuante, mas a cidade tem sérios problemas devido à queda do Orçamento e espero que o Oscar consiga voltar", afirmou Paro Júnior, contrariado com a situação atual. Os dois processos começaram em fevereiro do ano passado, quando o cidadão Lupércio Nevair Zancheta fez as duas denúncias à Câmara, que as acolheu. Apesar de, na maioria das cidades, o nepotismo ser imoral, e não ilegal, em Colina a situação é diferente: o artigo 87 da Lei Orgânica do Município veda a contratação de parentes - até em segundo grau - do prefeito, do vice e dos vereadores pelos órgãos públicos.
Segundo o advogado da Câmara nesse caso, Washington Rocha de Carvalho, Barcellos Neto tentou de todas as formas evitar esse julgamento, inclusive com cinco processos judiciais com pedidos de liminar. "Ele sempre alegou falhas e cerceamento de defesa, mas todos os processos foram perdidos", explica Carvalho, acrescentando que as informações solicitadas à prefeitura só eram entregues mediante ordem judicial. A cassação poderia ter saído em janeiro, mas uma liminar impediu a votação dos vereadores. O prefeito cassado deve recorrer à Justiça em Colina ou no Tribunal de Justiça do Estado.


