Campinas, SP, 06 (AE) -O prefeito de Campinas, Chico Amaral (PPB), ameaça contratar novos trabalhadores para substituir os servidores municipais em greve desde sexta-feira passada. A paralisação afeta principalmente o setor de saúde. Cerca de 63% dos 3.979 profissionais que trabalham nos hospitais municipais e postos de saúde da rede pública aderiram ao movimento, segundo levantamento da prefeitura.
A categoria protesta contra o atraso no pagamento e parcelamento dos salários referentes a setembro. É a quarta vez esse ano que os servidores paralisam as atividades pelo mesmo motivo.A assessoria do prefeito informou que Amaral já determinou um levantamento para a contratação emergencial de funcionários. Os recursos para pagamento dos salários, segundo a administração municipal, viriam dos descontos dos dias parados dos servidores em greve.
De acordo com dados da prefeitura, 26,3% dos 14,4 mil funcionários participam do movimento. A paralisação está mais concentrada no setor de saúde, onde 2,5 mil dos 3,9 mil trabalhadores aderiram à greve. A situação é crítica no Hospital Municipal Mário Gatti, onde 50% dos 1.500 servidores não estão trabalhando. Estão sendo atendidos apenas os casos de emergência e urgência e todas as cirurgias seletivas foram canceladas.
O Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais voltou a defender o impeachment do prefeito. Segundo o diretor da entidade, Fábio Custódio, pelo menos três vereadores de oposição apóiam a iniciativa. Amanhã (07), a partir das 14 horas, a entidade pretende fazer um protesto em frente ao prédio do Ministério Público. Os grevistas também planejam uma passeata pelas ruas centrais da cidade, além de atividades culturais no saguão do Paço Municipal.

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