Brodowski, SP, 06 (AE) - O prefeito de Brodowski, José Grandi (PMDB), está sendo acusado de ser o mandante do atentado, com coquetel molotov, à TV Universal, emissora que retransmite a TV Educativa do Rio em UHF na cidade, no dia 24 de novembro. Cinco dias após o incidente, três pessoas foram detidas, separadamente, e duas delas disseram, em depoimento, que Grandi teria encomendado o crime. O inquérito aberto em Brodowski foi enviado à Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, que fará as investigações.
A bomba foi jogada pelo adolescente R.A.S., de 17 anos, que receberia R$ 500,00 pelo serviço. O coquetel explodiu próximo à janela, à noite, e o prédio não foi danificado. Os proprietários Antonio José Fabbri e Antonio Giácomo Fellipucci ofereceram uma recompensa a quem informasse a autoria do crime. No dia 29, Roberto Rivelino Alves telefonou para a emissora, tentando negociar, mas foi flagrado pela polícia enquanto estava num telefone público.
Alves informou à polícia que Grandi o teria sondado para fazer o serviço, mas que ele recusara e indicara Luciano Saraiva Moreti. Moreti teria aceito a proposta e contratado o menor. Moreti disse ainda que não havia recebido os R$ 2 mil prometidos devido ao fracasso da operação. Como não houve flagrante, após os depoimentos, os três foram liberados pela polícia.
Grandi, que não foi localizado hoje na prefeitura, tinha um programa semanal na TV Universal, no qual comentava sua administração. O contrato terminou no meio do ano e os proprietários da emissora não renovaram o acordo. Antonio José Fabbri (PTB) foi prefeito de Brodowski entre 1989 e 1992 e é adversário político de Grandi. "Não vamos prejulgar, mas aguardar as investigações da polícia", diz Fellipucci. "Se essa denúncia for confirmada, será lamentável."

mockup