Bertioga, 15 (AE) - O prefeito de Bertioga, Luiz Carlos Rachid (PSD), escapou da cassação nesta quarta-feira (18) depois que a Câmara rejeitou cinco denúncias formuladas pelo PPS e PT, partidos de oposição ao governo. Iniciada às 19 horas de terça-feira, a sessão de julgamento só acabou de madrugada.
Rachid foi acusado de falta de repasse de valores descontados em folha de pagamento ao Instituto de Seguridade Social do município; de pagamento indevido de horas extras; da não publicação de balancetes financeiros mensais; de contratar empresa sem licitação; e de provocar déficit orçamentário.
Cada um dos itens foi votado isoladamente e o maior índice de rejeição aos procedimentos de Rachid ocorreu nos casos referentes às horas extras, à contratação de empresa e ao déficit. Em cada um deles, três dos nove vereadores votaram pela cassação. O advogado do prefeito, Antonio Russo, sustentou a tese de falta de base legal das acusações e de inexistência de má-fé por parte de Rachid.
Tambaú - A defesa do ex-vereador de Tambaú, região de Ribeirão Preto, Ademar Zanotti (PFL), cassado na sexta-feira, vai entrar com mandado de segurança na Justiça local contestando o fato de a votação ter sido aberta.
Zanotti está preso desde 18 de fevereiro, acusado de ter mandado matar a mulher, Alzira Castellone, de 65 anos. Alzira sobreviveu à tentativa de homicídio, resistindo a nada menos que três tiros, cerca de 90 facadas e a dois atropelamentos. Alzira, 25 anos mais velha que o marido, diz acreditar na sua inocência e costuma visitá-lo na Cadeia de Tambaú.
Na Câmara, a votação a favor da cassação foi esmagadora, 11 votos a 1 - só o suplente do acusado, Antonio Carlos Delégio (PFL), não votou. Zanotti tinha contra si um parecer da Comissão Processante que o julgou responsável pelo uso de veículos oficiais na campanha de deputados e até para apoiar candidatos ao Conselho Tutelar do município.
Segundo o advogado de Zanotti, José Luiz Fernandes, houve "uma série de irregularidades" na apreciação do processo. Fernandes disse que a principal delas foi a votação aberta, que, segundo ele, contraria a Lei Orgânica. O presidente da comissão, Luiz Antonio Figueiredo (PFL), disse que parentes de Zanotti estavam ameaçando vereadores, que optaram pelo voto aberto. "Vale das duas formas", garantiu.

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