Prefeito de Belém aumenta mínimo para R$ 175
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segunda-feira, 03 de abril de 2000
Por Carlos Mendes (especial para AE) 
Belém, 04 (AE) - O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PT), aumentou para 175 reais, o equivalente a U$$ 100, o salário mínimo da prefeitura, a ser pago a partir de maio aos 8.500 servidores do município. "Eu poderia usar em obras em Belém os R$ 2 milhões que fizeram crescer a folha do funcionalismo com esse reajuste, mas pensei no lado humano dos nossos servidores; além disso, com esse mínimo, a folha ficará, a partir de maio, nos 59% da receita líquida; portanto, estamos abaixo do limite da Lei Camata", explicou o prefeito.
Hoje, o salário é de 142 reais. O governo federal aumentou o mínimo de 136 para 151 reais. A prefeitura gasta R$ 12 milhões com os servidores. Em maio, gastará R$ 14 milhões.
Rodrigues disse esperar que o governador Almir Gabriel (PSDB) siga o exemplo dele e conceda um reajuste no mesmo patamar aos 112 mil servidores do Estado. "Ele retirou da prefeitura mais de R$ 140 milhões de parcelas do Fundef e do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos últimos três anos; deveria utilizar esse dinheiro na concessão de um aumento para os funcionários, que estão há seis anos sem qualquer reajuste."
O presidente do Sindicato dos Servidores do Município de Belém (Sisbel), João Lameira, entende que o aumento concedido pelo prefeito, se ainda não é o ideal, representa um "grande avanço, se comparado ao salário mínimo ridículo do Fernando Henrique".
Ele explicou que as perdas com o aumento na contribuição dos servidores para o Instituto de Previdência do Município de Belém (IPMB), na ordem de 4%, além da inflação de 6,99% entre maio e abril, foram "cobertas com certa folga pelo aumento".
A decisão do prefeito favoreceu a pressão dos sindicatos dos servidores do Estado sobre Gabriel em busca da fixação do mínimo de 175 reais em todo o Pará. "Isso é perfeitamente possível; o governador não paga se não quiser", observou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará, Eloy Borges.


