Prefeito de Barbosa volta ao cargo
Prefeito de Barbosa volta ao cargo17/Mar, 19:34 Por Antonio José do Carmo Barbosa, SP, 17 (AE) - O prefeito de Barbosa (SP), Fernando Barbosa (PSDB), retornou hoje ao cargo pela segunda vez em 40 dias, após sua cassação pela Câmara de Vereadores. Centenas de pessoas compareceram à prefeitura, houve discursos e queima de fogos. O prefeito disse ter sido vítima de erro da Justiça, admitido pelo vice- presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Hermis Pinotti. Ele considerou sui generis a situação jurídica criada na cidade e determinou a volta do prefeito. A juíza da Comarca local, Márcia Blanes, julgou improcedente um mandado de segurança impetrado pelo prefeito cassado, antes de o Tribunal de Justiça julgar o mérito de um agravo de instrumento a esse mesmo mandado. O prefeito terá direito ao benefício da liminar de reintegração ao cargo até que o Tribunal julgue o mérito do agravo. Segundo os advogados de Barbosa, o prefeito já terá concluído seu mandato até que o tribunal conclua o trabalho, que estimam durar mais de um ano. Durante uma semana - de 8 a 17 de março - Barbosa teve dois prefeitos. Com a liminar do Tribunal cassada pela juíza Márcia Blanes, o vice-prefeito Antônio Reis Miranda (PMDB) ocupou o cargo. Um de seus atos foi denunciar à polícia o desaparecimento do carro oficial, um Ímega. O prefeito Barbosa viajou para a capital em missão oficial e também se manteve no cargo. Ficou até 16 de março longe do cidade - e também dos oficiais de Justiça. Horas depois de receber a notificação, já estava com o acórdão do desembargador Hermis Pinoti. Fernando Barbosa foi cassado pela Câmara de Vereadores, por unanimidade, no dia 22 de dezembro do ano passado. O motivo foi falta de decoro parlamentar. Ele não gostou do discurso de Silvanir Alves Faca (PMDB), que o teria chamado de cara de pau e mentiroso. Segundo queixa feita à polícia, o prefeito tentou agredir o vereador e quebrou mesas e escrivaninhas a murros. Barbosa afirma que os vereadores estão revidando atitudes que tomou, contrárias a seus interesses. A principal delas é não contratar funcionários indicados pelos vereadores. "Aqui todos fazem concurso", disse. Outra tema polêmico é o valor do repasse mensal ao Legislativo. Pelas contas do prefeito, são R$ 8 mil por mês; nos cálculos do presidente da câmara, Geraldo Barbosa (PMDB), seriam R$ 18,5 mil. Geraldo afirma que o prefeito é "caloteiro", reclama que não cumpre a lei e promete novo processo de cassação.





