Brasília - O prefeito da cidade histórica Goiás Velho (GO), Boadyr Veloso, encaminhou nesta semana um pedido de habeas-corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir o cumprimento da pena de detenção de 13 anos e 2 meses a qual foi condenado pelos supostos crimes de estupro e induzimento à prostituição. Relator do habeas-corpus, o ministro do STJ Felix Fischer pediu na quarta-feira um parecer ao Ministério Público Federal sobre o caso.
Conforme informações do STJ, a denúncia, feita em março de 1998, acusa o médico patologista Boadyr de aliciar crianças e adolescentes para prestarem favores sexuais em troca de pagamentos em dinheiro, roupas e brinquedos. Segundo o STJ, o prefeito é acusado de pagar até R$ 700 pela virgindade das crianças que teriam sido aliciadas em bairros pobres da periferia de Goiânia.
Veloso foi condenado pela Justiça de Goiás a 10 anos e 8 meses por estupro e a 2 anos e 6 meses por induzimento à prostituição, totalizando os 13 anos e 2 meses. A defesa do prefeito alegou, segundo o STJ, que os supostos fatos narrados na denúncia não foram praticados com violência real e nem grave ameaça. Também teria ocorrido retratação das vítimas que, atualmente, são casadas. Procurado na prefeitura, Veloso não foi encontrado.
Recentemente, os ministros da 5 Turma do tribunal julgaram um recurso do prefeito, mas mantiveram a condenação sob a alegação de que a jurisprudência do STJ não admite reexame de provas.

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