Prefeito aposta em parceria com multi
Até o prefeito Nelson Gonçalves Correia (PFL), 36 anos, assumir o cargo, Florestópolis não dispunha de nenhum projeto voltado para os menores carentes do município. Mas foi apenas no terceiro ano de mandato que ele, com a ajuda do Conselho Tutelar, criou três projetos: o Casa Criança, o Construindo o Futuro e a escolinha de futebol do principal clube amador da cidade, tradicional força esportiva da região.
O Casa da Criança atende a 40 crianças (meninos e meninas) de até 10 anos em um local na zona urbana. O Construindo o Futuro está baseado em um sítio, onde atende 46 adolescentes, entre 12 e 17 anos. O terceiro programa envolve 100 garotos, que não pagam nada para treinar futebol.
Nelsão (apelido adotado politicamente por Correia na campanha que o elegeu) esbarra na falta de verbas para ampliar os projetos sociais. Ele lembra que o trabalho modelo da Pastoral da Criança, que divulgou o nome de Florestópolis no País, pouco serviu para sensibilizar Curitiba e Brasília. Na capital federal, por exemplo, recebeu um não na reivindicação de uma vaga no projeto Comunidade Solidária.
Os novos horizontes de avanço sócio-econômicos surgiram numa parceria com a iniciativa privada, ainda assim não como investimento direto e sim como compensação à degradação ambiental provocada por uma obra concluída há 23 anos, a Hidrelétrica de Capivara. O grupo norte-americano Duke Energy, que comprou do governo paulista as oito usinas do Rio Paranapanema, fará investimentos de R$ 22 milhões nos 11 municípios da região.
Florestópolis deve ser contemplada com um terminal turístico, um ginásio poliesportivo com capacidade para mil espectadores (será a primeira praça esportiva pública do município) e com a ampliação do único hospital da cidade.
O terminal turístico deve atrair eventos, criar empregos e diversificar a economia. A promessa da recomposição da mata ciliar em torno do Lago Capivara poderá abrir negócios voltados ao ecoturismo.
De acordo com Nelsão, o ginásio esportivo terá uma função social importante. O município deve recrutar entre crianças e adolescentes carentes futuros atletas em modalidades como o futsal, o basquete, o vôlei e o handebol.
O prefeito tem a expectativa que todas estas ações amenizem o quadro de extrema dependência do município em relação ao pólo canavieiro. Conforme dados da Secretaria Municipal de Desenvolvimento, 63% dos moradores são bóias-frias. O salário médio no município equivale a um salário mínimo e meio (aproximadamente R$ 225,00). Mesmo com a maçica migração, entre novembro e maio (época da entressafra da cana), o desemprego alcança 29% (quase quatro vezes mais que a média nacional). No período de safra, o índice cai para 16%.





