Prefeito acusou vereador de pedir R$ 40 mil por mês
São Paulo, 08 (AE) - Os vereadores Oswaldo Celeste e Waldomiro Ramos, ambos do PTB, presos ontem à noite, estão sob investigação do Ministério Público Estadual (MPE) por crime de concussão. Há outros nove parlamentares sob suspeita pelo mesmo motivo. Fausto Martello (PPB), também detido durante a sessão de ontem (07) da Câmara Municipal, responde pelo crime de advocacia administrativa.
Na acusação, formalizada pelo deputado Elói Pietá (PT) em agosto, com base em conversas com o prefeito de Guarulhos, Jovino Cândido (PV), Celeste é citado como tendo exigido, em 1998, o pagamento de R$ 40 mil por mês e o poder de influir em secretarias para apoiar a administração. Ele abriria mão das vantagens caso fosse eleito para a Presidência da Câmara, o que ocorreu no fim de 1998.
Em junho, o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Acig) de Guarulhos, Luiz Roberto Mesquita, afirmou à imprensa que tinha testemunhado as conversas entre Pietá e o prefeito. Mesquita divulgou uma gravação em vídeo de dois encontros, obrigando Cândido a confirmar as denúncias, que já vinham sendo objeto de investigações.
Blitz - O último episódio do caso foi uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE), em agosto, nos gabinetes, escritórios políticos e até residências dos envolvidos. O objetivo era encontrar provas de corrupção e novos indícios sobre irregularidades envolvendo empresas e vereadores. Foram apreendidos documentos e computadores de 12 vereadores.
A polícia e o MPE visitaram ainda a empresa Quitaúna, concessionária do serviço de coleta de lixo em Guarulhos, e as empreiteiras Paupedra, Radial e Seixo. A Quitaúna e a Seixo foram citadas na representação de Pietá, pela suposta intermediação de pagamentos a vereadores e superfaturamento de serviços.





