Sid Sauer
De Campo Mourão
Dois dos maiores prédios comerciais do centro de Campo Mourão, que estavam fechados há cerca de seis anos, devem ser reabertos até dezembro. São os prédios das antigas lojas Hermes Macedo e Riachuelo, que ficam numa mesma quadra da Avenida Capitão Índio Bandeira, a principal da cidade. Desde que as duas lojas fecharam, os dois prédios estavam abandonados e prejudicavam o visual de um dos pontos mais nobres de Campo Mourão.
O prédio da antiga Riachuelo foi vendido recentemente para uma empresário de Campo Mourão e agora está sendo alugado para uma loja de móveis e eletrodomésticos da cidade. As instalações estão em reformas e devem ficar prontas até dezembro. O primeiro pavimento do prédio ainda está em negociação. Já a sede da antiga HM, também vendida há poucos dias, está sendo reformada e adaptada para receber três novos estabelecimentos.
Os prédios da antigas HM e Riachuelo, no entanto, são apenas os ‘‘mais famosos’’ que estão deixando a ociosidade após um longo período de abandono. Em toda a cidade, há pelo menos outros cinco casos de prédios grandes que estavam vazios e que agora ganham novos empreendimentos. O antigo Supermercado Catarinense, também na avenida principal, está em reformas para abrigar uma concessionária de automóveis.
Outro prédio no centro de Campo Mourão, na Rua São José, que abrigava o antigo Centro Honda HM, já foi transformado recentemente numa oficina mecânica, depois de ficar vazio por vários anos. A antiga Jabur Pneus, na saída para Maringá, passou a abrigar uma indústria de confecções. A instalação da antiga Transparaná, na Rua Miguel Luiz Pereira, que também estava ociosa, passou a contar com outra revendedora de máquinas agrícolas.
Também na Miguel Luiz Pereira, que é a via que liga as saídas para Cascavel, Guarapuava e Goioerê, o prédio de antiga revendedora Volvo está abrigando agora uma indústria de embalagens para óleo de soja. ‘‘Os investimentos da iniciativa privada são a melhor prova de que a economia de Campo Mourão encontra-se em expansão’’, comemora o secretário municipal de Indústria, Comércio e Turismo, Marco Antônio Kunzler.
‘‘Os prédios comerciais fechados no centro da cidade agora são recordações de um passado melancólico’’, diz o prefeito Tauillo Tezelli (PPS), que também é empresário. Além dos investimentos comerciais, ele lembra que a cidade está ganhando uma indústria de margarina e a maior fábrica de papel adesivado do País. ‘‘São investimentos que vão gerar novos empregos e aumentar a arrecadação do município’’, ressalta.
-Lojas desativadas há seis anos estavam abandonadas e prejudicavam o visual de um dos pontos mais nobres da cidade
Simone GirotoRECUPERAÇÃOA antiga Riachuelo, no centro da cidade, foi comprada por empresário e está sendo reformada para abrigar loja de eletrodomésticos

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