Prédios de colégio do Rio podem ir a leilão se dívida não for paga
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domingo, 24 de outubro de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 25 (AE) - Dois prédios do tradicional colégio jesuíta Santo Inácio, em Botafogo, na zona sul do Rio, irão a leilão no dia 8, caso os responsáveis pela escola não depositem em juízo o valor de R$ 567.779,00, referentes a dívidas de iluminação pública, coleta de lixo e limpeza em 1989, 1990 e 1991.
A ação de execução fiscal foi proposta em 1994 pela Procuradoria-Geral do Município, que pedia o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 1989, 1990 e 1991. Como, na época, o colégio era considerado por lei entidade sem fins lucrativos e, portanto, isenta do IPTU, a Justiça entendeu que deveria ser pago apenas o valor referente aos serviços de limpeza, coleta de lixo e iluminação urbana.
Como a ação transitou em julgado e não cabe mais nenhum recurso, se a quantia não for depositada até o dia 8, os imóveis
avaliados em R$ 800 mil, serão vendidos.
A direção da escola emitiu hoje nota oficial, na qual garantiu que o valor havia sido depositado - fato não- registrado pela Justiça. "A dívida está paga", garantiu o chefe do Núcleo de Mídia do Colégio, Eduardo Monteiro.
Fundado em 1903, o Santo Inácio atende a 3.500 alunos. Pelo colégio, passaram nomes ilustres, como o do poeta Vinícius de Morais e o do economista Mário Henrique Simonsen. Nos primeiros três anos da existência, a escola funcionou num casarão no bairro do Flamengo, mas, desde 1906, ocupa o imóvel da Rua São Clemente.


