São Paulo, 10 (AE) - Desde a transferência da sede da Prefeitura do Parque do Ibirapuera para o Palácio das Indústrias
em 1992, o Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru) já interditou parcialmente o prédio pelo menos quatro vezes. Em uma delas, em 1994, quase que o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) teve de desocupar o seu gabinete, pois a interdição seria total.
Na época, Maluf aproveitou a situação para um jogo de cena político ao afirmar que "ninguém estava acima da lei" e, se fosse necessário, alugaria outro local para acomodar o gabinete. Na verdade, ele nunca gostou da transferência da sede do Executivo para o Parque D. Pedro II, feita pela ex-prefeita Luiza Erundina (PSB). "Esse local não foi feito para ser gabinete do prefeito", dizia Maluf.
Em outra ocasião, a Secretaria da Habitação interditou o Salão Azul e o subsolo do palácio. No primeiro ambiente, havia grande número de cupins. O subsolo, onde ficava o vestiário dos funcionários, não apresentava ventilação suficiente. Mais tarde, o local virou depósito. Palácio - Inaugurado em 1924, o prédio já abrigou diversos órgãos públicos e instituições. A Assembléia Legislativa funcionou ali até 1968, quando houve a transferência para o Ibirapuera. Depois, o local recebeu o Corpo de Bombeiros, a Delegacia de Estrangeiros e o Degran.
Tombado pelos órgãos de preservação do patrimônio, o palácio teve de passar por várias obras antes de se tornar a sede da Prefeitura. A idéia de Erundina com a mudança era contribuir para um grande projeto de revalorização do centro. (M.L.)

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