Prédio inacabado de US$ 100 milhões volta para a Eletropaulo
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segunda-feira, 08 de março de 1999
por Milton F.da Rocha Filho 
São Paulo, 9 (AE) - O prédio inacabado, um esqueleto, nas esquinas das avenidas Nações Unidas (Marginal Pinheiros) com Juscelino Kubistchek, que havia sido cedido pelo Estado para a Fundação Cesp, como parte do pagamento de uma dívida que equivalia a US$ 1,2 bilhão ao preço de 1998, voltou para o controle da Eletropaulo Metropolitana que, ao invés de cedê-los, preferiu pagar a parte da dívida em 20 anos com juros de 6% ao ano. A empresa já havia aplicado cerca de US$ 100 milhões no prédio e seus dirigentes queriam mais US$ 100 milhões para terminá-lo. Os recursos foram negados pelo Estado.
A Eletropaulo, segundo o diretor da Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Airton Ghiberti, por ocasião do processo de privatização equacionou sua dívida com a Fundação Cesp, para o pagamento de depósitos atrasados nas contas atuariais das aposentadorias dos funcionários, com parcelamento financeiro ao longo de 20 anos e parte a ser quitada em imóveis.
Segundo Ghiberti, "esses imóveis foram entregues à Fundação mediante valores estimados na época e sob condição de serem avaliados pelo mercado, e se houvesse concordância de ambas as partes, os imóveis seriam transferidos de forma definitiva para a Fundação Cesp. No entanto as avaliações de mercado, efetuadas pela Fundação se mostraram inferiores em média 40% abaixo das avaliações previstas pela Eletropaulo".
Assim, disse Ghiberti, "a Metropolitana ficou numa confortável situação de não transferir os imóveis, mas usar os valores anteriores para incorporar na dívida financeira a ser paga em suaves prestações com módicas taxas de juros de 6% ao ano em 20 anos". Nesse conjunto de imóveis estão incluídos o esqueleto do prédio da JK e dois terrenos ao lado do hipermercado Paes Mendonça, na Marginal do Pinheiros.


