A Prefeitura de Curitiba vai restringir o uso do imóvel da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) que vai a leilão hoje. A prefeitura promete embargar qualquer projeto que altere a arquitetura do prédio histórico. Quem comprar o imóvel corre o risco de não poder fazer nada, avisou o presidente do Instituto Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), Luiz Masaru Hayakawa.
Para evitar o uso do imóvel, o prefeito Cassio Taniguchi assinou o decreto obrigando a passar pelo crivo da Comissão de Avaliação do Patrimônio Histórico da prefeitura qualquer alteração que se queira realizar no imóvel. O local onde funciona a sede da RFFSA - área de 11,2 mil metros quadrados - foi colocado à venda pelo preço mínimo de R$ 13 milhões.
Segundo Hayakawa, a área do imóvel onde está edificada a sede histórica da RFFSA é motivo de negociação entre a prefeitura e os ministérios dos Transportes e Planejamento há mais de um ano. A prefeitura quer instalar no local a sede de operações do metrô para que a arquitetura do prédio seja preservada. Hayakawa disse que o prefeito Taniguchi foi surpreendido com o aviso do leilão para venda do imóvel.
''Como pode a Rede Ferroviária atropelar toda essa negociação e anunciar o leilão sem que o governo federal dê uma resposta definitiva à respeito da área?'', perguntou o presidente do IPPUC.
O chefe do escritório regional da RFFSA, Paulo Sidnei Carreira Ferraz, disse que o leilão está mantido. No final da tarde de ontem o clima ficou tenso. A Procuradoria Geral do Município notificou o leiloeiro Claudio Kuss para que suspendesse o leilão. Kuss disse que só iria suspender em caso de notificação judicial. Caso contrário, o pedido da prefeitura seria encaminhado à administração da Rede Ferroviária para ela decidir se o leilão será suspenso ou não.

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