Prédio funcionava sem segurança
O prédio onde funcionava a sede regional da Igreja Universal do Reino de Deus em Osasco (Grande São Paulo) estava em desacordo com as normas de segurança do Corpo de Bombeiros.
Duas das cinco saídas de emergência do galpão foram eliminadas para dar lugar a uma cozinha e dois banheiros. As luzes de emergência nem sequer foram instaladas, foram encontradas apenas tomadas. A principal escada de acesso ao templo não tinha corrimão.
Por fim, a porta central era muito pequena, o que impediu um esvaziamento rápido do prédio, cujo telhado desabou parcialmente na madrugada do último dia 5. O acidente provocou a morte de 25 fiéis e feriu mais de 400.
As irregularidades foram constatadas por um oficial do Corpo de Bombeiros que vistoriou o local logo após a tragédia. Foi essa mesma pessoa, o nome não foi revelado pela Polícia Civil, que fez a última vistoria na igreja, em 1996. Na época, o prédio foi liberado. As modificações, então, foram feitas após a emissão desse laudo.
Solicitamos que a igreja nos informe sobre as reformas, que os donos do prédio afirmam terem sido de responsabilidade da Universal. Oficialmente, não sabemos se houve reformas, pois não foi apresentado nenhum documento sobre isso até o momento, mas elas existiram, disse Nogueira. O novo advogado da Universal, Arthur Lavigne, afirmou que vai aguardar, primeiro, a conclusão dos exames periciais. Enquanto não sair a perícia, não se sabe o que aconteceu lá.Arquivo FolhaSábado trágicoParte do telhado do templo da Igreja Universal em Osasco desabou no dia 5 de setembro, matando 24 pessoasAgência Folha





