Paulo, 08 (AE) - Os preços no comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo aumentaram 1,31% na primeira semana de fevereiro e 0,31% na quadrissemana, segundo a pesquisa do Índice de Preços no Varejo (IPV), calculado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP).
O levantamento da entidade apurou elevações nos setores de bens duráveis (3,13%), semiduráveis (0,14%), não duráveis (1 54%) e no comércio automotivo (0,33%). Apenas os materiais de construção tiveram queda nos preços, de -0,39%.
Segundo o economista Antônio Carlos Borges, diretor-executivo da FCESP, a taxa quadrissemanal - média dos preços das últimas quatro semanas, em relação a idêntico período anterior -, inferior à semanal, requer prudência na avaliação das tendências.
Para Borges, a taxa comprova o controle inflacionário e a importância das próximas semanas na definição da trajetória de preços da economia.
Os produtos alimentícios tiveram aumentos de 1,67% na semana e de 1,62% na variação quadrissemanal. De acordo com a entidade, os recentes aumentos da cesta básica já estão diminuindo o poder de compra dos assalariados.
Entre os alimentos que tiveram elevação nos preços estão frango (4,37%), alho (13%), algumas carnes (6%), presunto e queijo (4,5%) e frutas, como a maçã por exemplo (8,71%).
Segundo a Ceagesp, os preços dos alimentos caíram bastante desde janeiro de 97 e não há motivo para reajustes imediatos nas vendas do varejo, pois boa parte das quedas não foi repassada. Já os eletrodomésticos e remédios, que tiveram aumentos de 1,4% e 1,57%, são produtos mais suscetíveis aos repasses, pois apresentam o maior porcentual de custos relacionados ao dólar.
O diretor da FCESP acredita que até agora as altas estão em níveis toleráveis. "Acompanhar a evolução dos índices voltou a ser necessário para a sociedade e para as autoridades, que assim poderão traçar políticas específicas de combate à inflação", disse o economista.

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