São Paulo, 19 (AE) - Os preços no varejo da região metropolitana de São Paulo tiveram, na última semana, uma desaceleração do movimento de alta que vem sendo mostrado. Segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP), o Índice de Preços no Varejo (IPV) quadrissemanal passou de 1 65% para 1,01%, em decorrência da queda de 1,11% no IPV semanal.
O destaque da segunda semana de abril foi a redução de 3 37% nos preços dos semiduráveis. De acordo com a entidade, a expectativa era de que esse setor continuasse pressionado, como mostrou a pesquisa anterior, quando os semiduráveis tiveram alta de 4,35%. Em abril, portanto, o setor acumula inflação de 0,83%, com aumento de 1,52% nos preços do vestuário, queda de 0,87% nos tecidos e elevação de 0,09% para os calçados. Para a FCESP, as tradicionais remarcações de mudança de estação perderam força, em confronto com as condições de um mercado deprimido.
Em relação à segunda semana de março, o índice geral recuou 0,96%, mostrando o enfraquecimento da inflação, pouco mais de 60 dias após a liberação do câmbio. Os veículos novos tiveram deflação de 0,76% na quadrissemana, de 0,29% ante a mesma semana de março e de 0,94% em relação ao último levantamento. O comportamento dos preços dos carros, desde o começo de abril, mostrou os efeitos do acordo tributário feito entre montadoras e governo. Segundo a FECSP, as concessionárias não se limitaram a cancelar os descontos sobre os preços de tabela que eram praticados antes do acordo, mas, ao contrário, continuam oferecendo novos descontos com a finalidade de incrementar os negócios.
Fora das limitações do acordo automotivo, as autopeças tiveram aumentos significativos. Desde o começo do Plano Real, o segmento acumula inflação de 99,73%, em contraste ao crescimento de 2,88% nos preços dos carros novos. No ano, o setor de autopeças teve alta de 10,89%, enquanto os carros novos registraram queda de 4,62%.
A sondagem do comércio na segunda semana de abril mostra o varejo um pouco mais animado. Para 69% dos empresários, o faturamento do setor ficou melhor ou igual ao da semana anterior. O segmento de farmácias, em particular, foi unânime ao afirmar que não houve redução de movimento durante a semana. A melhoria das vendas, porém, foi conseguida com a prática de promoções, para 81% dos entrevistados pela FCESP, o que pode explicar a queda de preços registrada nesta pesquisa do IPV, referente à segunda semana de abril.

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