São Paulo, 3 (AE) - O Índice de Preços no Varejo (IPV) da região metropolitana de São Paulo diminuiu 0,26% na última semana de abril, com quedas nos preços de bens semiduráveis (-0 30), materiais de construção (-0,61%) e comércio automotivo (-2 49%). Os únicos aumentos registrados no período foram nos setores de bens duráveis (0,16%) e não duráveis (0,32%), sendo este impulsionado pelo desempenho do segmento alimentício. A informação é da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP).
Na quadrissemana, os preços no varejo subiram 0,65%, com aumentos em duráveis (1,94%), semiduráveis (2,13%), não duráveis (0,73%) e materiais de construção (2,18). Apenas o comércio automotivo registrou queda de preços em abril, de 5,28%. Segundo a FCESP, os itens que devem impulsionar a inflação nas próximas semanas são os produtos duráveis e não duráveis, com intensidades diferentes.
De acordo com a entidade, abril foi um mês surpreendente em termos de movimento de preços. Vários índices inflacionários e de preços (sejam ao consumidor ou por atacado) estão mostrando uma trajetória de desaceleração, ou seja, os preços ainda têm tendência de alta, mas cada vez em menor escala.
Segundo a entidade, este fato contribuiu para que o Banco Central fosse capaz de reduzir por quatro vezes as taxas básicas de juros e manter a expectativa de novas reduções num futuro próximo.
A FCESP afirma que os indicadores no conceito quadrissemanal estão mostrando uma realidade já esperada, porém a intensidade das variações, principalmente a velocidade da desaceleração dos preços é que tem contrariado as previsões mais pessimistas. Nota-se uma queda consecutiva do índice geral, dos bens não duráveis e do comércio automotivo. Em compensação, esta queda não é da mesma forma visível para duráveis, semiduráveis e materiais de construção.
Estes movimentos, segundo a Federação, mostram que mesmo alguns setores que mantiveram os preços pressionados em abril, podem voltar a cair, ou subir menos, em maio. Nem mesmo a alta de alguns preços e tarifas importantes, como a gasolina por exemplo, pressionaram de forma significativa as expectativas inflacionárias.

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