São Paulo, 19 (AE) - Os preços no comércio varejista da região metropolitana de São Paulo permaneceram praticamente estáveis na segunda semana de julho, com variação positiva de 0 07% em relação à semana anterior, que já havia registrado uma alta de apenas 0,44% ante a última semana de junho. Segundo os dados, elaborados pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) e divulgados em parceria com a AGÊNCIA ESTADO, a taxa do Índice de Preços no Varjeo (IPV) deve ficar abaixo de 1% até o final do mês.
Apesar de a taxa quadrissemanal (que calcula a média dos preços das quatro últimas semanas em relação à média do mesmo período imediatamente anterior) ter verificado alta de 0,71%, a variação dos preços ficou negativa em 0,40% na segunda semana de julho ante à mesma semana de junho, no conceito ponta-a-ponta.
O índice de 0,07% na semana ainda é resultado da pressão dos produtos de farmácia, com aumento de 6,08% na quadrissemana, e do grupo móveis e decorações, que alcançou, no mesmo período, a taxa de 6,87%. Segundo o economista da FCESP, Miguel Supico, estes grupos não mostram tendência à estabilidade e exibem altas taxas de crescimento desde meados de junho.
A pesquisa FCESP-AE revela que os produtos farmacêuticos
desde o lançamento do real, registram um aumento acumulado de 140,77%, ou seja, taxa 31,57% acima da variação do IPV no período. O segmento de móveis também observou uma aumento de 37 58% acima da inflação medida pelo IPV.
"Essas taxas de crescimento real são alimentadas pela taxa de desvalorização cambial desde o colapso do sistema de bandas", avaliou Supico.
O setor de vestuário registrou, pela primeira vez desde a mudança de coleção, taxa quadrissemanal negativa, de 0,85%. Apesar da variação do indicador semanal positivo em 1,61%, o índice ponta-a-ponta também confirma desaceleração dos preços, com -3,96% de taxa.
Já os índices de produtos alimentícios, voltaram a ficar negativos, com -2,21% de taxa no índice ponta-a-ponta e -0,61% na semana. Na avaliação de Supico, "o segmento de alimentos pode impactar o índice geral, num nível mais baixo, em relação à média dos outro itens, dada a importância e o peso que o setor tem na composição do índice final", afirmou.
O setor de veículos novos também registrou taxa negativa
em 1,15%, no índice semanal. No conceito quadrissemanal, no entanto, a taxa foi positiva em 2,25%, acima dos 2,18% registrados na semana passada.
A pesquisa FCEPS-AE mostra que os empresários estão menos animados com o movimento do comércio. Na segunda semana de julho, apenas 9% dos entrevistados registraram um movimento maior que na semana anterior. Acharam que o movimento foi o mesmo 47% dos empresários, enquanto 29% disseram que o faturamento caiu.

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