Preços no atacado ficam inalterados em janeiro
Washington, 17 (AE-AP) - Os preços no atacado norte-americano ficaram estáveis em janeiro, pois uma queda brusca nos preço do cigarro foi compensada pela elevação dos custos da gasolina, óleo para aquecimento e outros produtos relacionados a energia, informou hoje (17) o governo.
O desempenho no mês passado do Índice de Preços ao Consumidor do Departamento do trabalho, que mede as pressões inflacionários antes que atinjam o consumidor, foi uma manifestação da inflação melhor do que muitos analistas estavam esperando. Seguiu-se ao ínfimo 0,1% de dezembro, menor que se previa.
Os preços dos cigarros caíram 4,9% em janeiro, a maior queda desde agosto de 1993. Porém, se o declínio no cigarro não tivesse sido incluído, os preços no atacado teriam subido 0,2%, disse o governo. O que teria estado em linha com as expectativas de muitos analistas.
Neste ínterim, com exceção das voláteis categorias de energia e alimentos, o índice de inflação "básico" no atacado teve uma redução de 0,2% em janeiro, indicando que a maioria dos outros preços estão sob controle. Muitos analistas previram que, na realidade, o índice "básico" teria uma elevação de 0,1%.
O governo vai apresentar relatório sobre pressões de preços no varejo quando emitir seu Índice de Preços ao Consumidor na sexta-feira. Muitos analistas estão calculando uma elevação de 0 3% em janeiro.
O Federal Reserve aumentou as taxas de juros quatro vezes desde junho, em uma esforço para desacelerar uma economia em ebulição e impedir uma escalada de inflação. Muitos analistas esperam que o banco central eleve os índices de novo em maio, por causa do temor de que a economia continue a crescer em um ritmo rápido demais, que provavelmente não poderá ser sustentado sem desencadear inflação.
Os preços dos títulos tiveram um ligeiro aumento e os rendimentos caíram depois da divulgação do relatório sobre inflação. Os preços dos títulos de 30 anos do Tesouro americano subiram 1-8 ponto, ou US$ 1,25 para cada 1 mil dólares em valor nominal, empurrando seus rendimentos para baixo, de 6,26% para 6 25%.
Um outro relatório mostra que o número de americanos que estão requerendo novos auxílios-desemprego caiu inesperadamente 20 mil, chegando a 283 mil na semana que se encerra no sábado, a primeira queda em quatro semanas.
Os economistas consideram um número de requerimentos inferior a 300 mil como uma indicação de um mercado de trabalho apertado, o que significa que está difícil para os empregadores encontrar trabalhadores qualificados.
Durante todo o ano de 1999, os preços no atacado cresceram 3%
um reflexo da forte reação nos preços de energia, que tinham caído bruscamente em 1998 quando a crise cambial da ásia provocou uma diminuição na demanda global. Em 1998, os preço no atacado ficaram inalterados.
Em janeiro, todos os preços de produtos relacionados com energia subiram 0,7%, seguindo-se a um aumento de 0,4% no mês anterior. Os limites impostos à produção pelos países produtores de petróleo e o aumento na demanda por causa do inverno foram os responsáveis pela elevação nos custos da energia.
Os preços da gasolina tiveram um aumento de 3%, enquanto os do óleo para aquecimento subiram colossais 6,2%. Mas os preços do gás natural para residências caíram 0,2% e os preços da energia elétrica residencial tiveram uma queda de 0,1%.
Na segunda-feira, os preços do petróleo bruto ultrapassaram a marca de US$ 30,00 por barril pela primeira vez desde a véspera da Guerra do Golfo Pérsico, há nove anos, enquanto os cortes na produção adotados pelos principais produtores diminuíram o fornecimento global.





