Preços dos combustíveis não sderão reduzidos com queda na cotação
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segunda-feira, 10 de abril de 2000
Por Gustavo Paul 
Brasília, 11 (AE) - O governo brasileiro ainda encara com cautela a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, verificada nos últimos dias. Os técnicos da Petrobrás, do Ministério da Fazenda e de Minas e Energia não sabem se a cotação do preço do produto barril abaixo de US$ 22 00 é uma tendência do mercado ou apenas uma redução súbita. Se a queda persistir, porém, não há expectativa de que os preços dos derivados de petróleo sejam também reduzidos para os consumidores.
Para os técnicos do governo foi uma surpresa a cotação do preço do produto, tipo Brent (do Mar do Norte), na casa dos US$ 21,00 nos contratos futuros de maio. Era dado como certo que
depois da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), no fim de março, os preços cairiam, mas não se esperava uma queda tão rápida. Por isso não se cogita em alterações na estratégia do governo para o setor de petróleo e derivados. "Não há um fato novo consistente que modifique o quadro de fevereiro", explicou o técnico. Naquele mês, a estratégia do governo ao determinar o reajuste do preço dos combustíveis em 7%, a partir de 1º de março, era garantir uma primeira etapa do aumento necessário para assegurar uma arrecadação da Parcela de Preço Específico (PPE) de R$ 3,6 bilhões neste ano.
Se o preço do barril mantiver na casa dos US$ 21,00 até os próximos meses, existe a possibilidade de não haver mais aumentos no preço da gasolina até o fim do ano. Com a cotação do petróleo a menos de US$ 22,00 as projeções de fevereiro indicavam a possibilidade garantir o superávit do setor de petróleo em R$ 3,6 bilhões previsto no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), que vai contribuir com as metas do superávit primário do setor público.


