São Paulo, 7 (AE) -- As montadoras poderão promover aumentos de preços dos veículos a partir da segunda quinzena de maio, quando acaba o acordo emergencial firmado entre as indústrias, o governo e os trabalhadores. O acordo reduziu o IPI e os ICMS, manteve os empregos por 60 dias e impediu o aumento de preços. De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), José Carlos Pinheiro Neto, as indústrias não têm como não repassar os aumentos impostos pelos fornecedores em função dos reajustes das matérias-primas e dos insumos causados pela desvalorização cambial. As discussões de renovação do acordo ainda estão em andamento, mas Pinheiro Neto já adiantou que ela não poderá ser feita nos mesmos têrmos do acordo anterior. O presidente do sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luis Marinho, previu uma "catástrofe no mercado" caso o acordo não seja renovado e haja aumento de preços.

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