essas proporções devem-se manter elevadas, refletindo o efeito sazonal", diz o economista. O grupo de alimentos, que tem contribuído bastante com o aumento do IPV, registrou taxa quadrissemanal de 4,62%. O segmento apresentou índice semanal menor que o da semana passada, 0,73% contra 1,54%, mas o ponta-a-ponta (variação dos preços da semana de referência em relação à mesma semana do mês anterior) continua alto (4,82%). Supico acredita que, mesmo com a queda da taxa semanal, os produtos alimentícios tendem a sofrer novos reajustes. "Estão subindo com menos velocidade mas talvez os alimentos ainda passem por novos reajustes. Apesar de o valor da carne estar menos pressionado no varejo e no atacado, as taxas semanais ainda não permitem muito otimismo", comenta. Os segmentos que apresentaram índice quadrissemanal negativo foram: duráveis (-0,10%), semiduráveis (-,034%) e o comércio automotivo (-1,53%). Neste último, o economista da FCESP diz que a explicação para o saldo negativo dos automóveis é a fraca demanda. "O que está faltando é dinheiro mesmo", diz Supico. Já o grupo de material de construção, que há pelo menos dois meses está com taxa elevada, teve alta de 3,19% no quadrissemanal desta semana contra 4,21% da anterior.Por Regina Silva São Paulo, 14 (AE) - O Índice de Preços no Varejo (IPV) na região metropolitana de São Paulo na segunda semana de dezembro registrou taxa de 1,29% contra 1,12% da semana anterior. A alta foi de 0,17 ponto percentual em relação à anterior. O setor que mais contribuiu com a variação desta semana foi o de semiduráveis, basicamente o segmento de vestuário e de calçados com índices de 5,78% e 1,72%, respectivamente. Pelos mesmos motivos da alta dos preços, 38% dos comerciantes registram alta do faturamento, contra 13% que dizem que caiu e 39% registram estabilidade. Os dados são da pesquisa do IPV e da sondagem realizadas pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FCESP) e divulgada em parceria com a AGÊNCIA ESTADO. Segundo o economista da Federação, Miguel Supico, a variação nesta segunda quadrissemana de dezembro deve-se em parte às vendas de final de ano. "Como a demanda cresceu, consequentemente houve um aumento dos preços. Até o final do ano

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